As empresas bem sucedidas tratam de ouvir em alto e bom som a voz do cliente.
Whiteley e Hessan (1996)[i]
Cinco elementos básicos e fundamentais constituem a estrutura de um negócio, os quais devem estar em pleno equilíbrio e harmonia para que ocorra o êxito. São eles: o Fornecedor, o Colaborador, o Processo, o Cliente e a Natureza.
Três destes elementos-chave são holons primários integradores e dois são holons secundários integrados. Os três integradores são: o fornecedor, o colaborador e o cliente e os integrados são: o processo e a natureza.
O funcionamento com qualidade de um negócio dependerá, significativamente, dos holons integradores sem o que o negócio tenderá a ter sempre os seus custos doentes elevados, do que resulta em declínio e falência total da organização. Este é o caminho que sigo para discutir (e escrever sobre) a Administração Estratégica da Qualidade Integral (AEQI).
Neste trabalho, no qual procuro mostrar que o Cliente é um sócio importante para uma empresa (Negócio), também considero que o Fornecedor é um sócio de valor significativo, embora no caso do Cliente ele ocupe uma posição de relevo enquanto sócio à jusante com grande possibilidade de investir recursos no negócio. Vejo uma compra como um investimento que o Cliente faz, a priori, em si mesmo, e a posteriori, na empresa que lhe forneceu o produto ou serviço.
Considerando esta tese, temos que o Fornecedor passaria, também, a uma posição de sócio à montante, de integração a priori ou por antecipação, mas não de investimento como no caso do Cliente consumidor. O Fornecedor participa com aporte de recursos (financeiros, materiais, conhecimento, informação e energia) como investimento antecipado, o qual deverá ser ressarcido em data previamente negociada, enquanto o Cliente consumidor participa com aporte de recursos a posteriori, ou seja, depois que o sistema holístico composto pelos holons integradores tenham realizado suas ações e lhe entregue os bens e serviços que ele necessita para atender a suas necessidades.
Em ambos os casos, antes e depois do sistema integrador, um fator de grande valor agregado é representado pela conformidade aos requisitos do produto para evitar o aumento de custos doentes e assim elevar o valor da qualidade implícita e explicita do produto. A conformidade, neste caso, representa uma das medidas da qualidade e vem expressa pela quantidade de variações que o produto apresenta e se identifica como Variabilidade do Sistema Integrador (Fornecedor, Colaborador, Cliente) os quais irão causar impacto positivo ou negativo sobre a Qualidade do Sistema Integrado (Processo, Natureza) e daí originarem-se produtos “sem qualidade”.
Ocorre que para aumentar a conformidade de produtos e serviços além de se ter um Sistema Integrador bastante homogêneo torna-se necessário que o Sistema Integrado possua uma saúde funcional e material bastante uniforme e com o mínimo de perdas que possam se tornar custos doentes. Ambos os sistemas geram custos sadios e doentes. Porém, o Sistema Integrador está mais sujeito às influências negativas e formadoras de defeitos do que o Sistema Integrado. Com isto quero afirmar que os defeitos que ocorrem dentro de um processo geralmente são formados antes do processo, ou seja, no holon fornecedor e em seguida transmitido (contaminação) aos demais holons.
E como devemos proceder, como líderes, dirigentes e coordenadores, dentro desse Sistema Integrador para que ele gere mais custos sadios que custos doentes, mais conformidade alta e menor variabilidade para o Sistema Integrado, a fim de que os produtos e serviços sejam de Qualidade?
Quando estes dois sistemas trabalham com harmonia ou com CACHHH[1] acredito que existem grandes possibilidades de redução da variabilidade e aumento da conformidade. Para tanto é preciso mais que treinamento do pessoal. É preciso desenvolvimento de pessoas de forma consolidada através de programas como o Desenvolvimento e Amadurecimento de Sistemas Humanos (DASH).
E a Voz destes sistemas o que tem a ver com Qualidade, com Corrente (ou Cadeia) do Menor Preço, com Colaborador-Sócio, com Cliente-Sócio, com Fornecedor-Sócio com Processo e com Natureza?
Vejo a Voz como um fenômeno que anuncia vontades, atitudes, determinações e custos sadios. Quanto mais intensa essa Voz, melhores serão os resultados em todas as funções desses sistemas e com isto pode-se afirmar que a organização está com o seu ciclo de vida equilibrado. Ao buscar sua satisfação o Cliente está investindo na empresa e ao satisfazer o Cliente a empresa está cumprindo sua parte no acordo, ou seja, ao produzir o bem ou serviço que está de acordo com as exigências do mercado consumidor a empresa está investindo no Cliente. Isto é percebido ou medido pela redução da defasagem entre as duas vozes: do Cliente e do Processo.
Qualquer falha na intensidade dessas vozes no nível do Sistema Integrador (Sistema de Administração Integral) pode ocasionar deficiências orgânicas na empresa que muitas vezes são irrecuperáveis e podem levar a organização à falência. Os leitores que desejarem podem me consultar por E-mail sobre projetos para Administração Estratégica de Qualidade Integral (AEQI) e combinar uma consulta de esclarecimento. Breve todas estas informações estarão na página SHENG na qual mostrarei alguns dos pontos-chave para se entender melhor a importância deste e outros produtos SHENG.
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[1] CAHHH (Cooperação-Amorização-Colaboração-Humorização-Harmonização-Humanização): Trata-se de uma das metodologias utilizadas pela Equipe SHENG no Desenvolvimento e Amadurecimento de Sistemas Humanos (DASH).
[i] WHETELEY, R. e HESSAN, D. Crescimento Orientado para o Cliente. Rio de Janeiro: Campus, 1996.