Liderança (4)
A idéia de liderança não é familiar, comum ou facilmente captada pelo senso comum ou pelas ciências sociais. É um fenômeno que ilude a ambos. Os feitos dos líderes dificilmente se evidenciam por si. E é por isso que grande parte dos fracassos da liderança resulta da falta de compreensão do seu significado e atribuições. Philip Selznick (1971)[1].
Vimos na parte anterior alguns parágrafos que falavam do perfil do Príncipe Jennings descreve nesse capítulo alguns tipos de Príncipe em suas posições de mando, de poder e utilizando-se do trabalho de Maquiavel ele mostra alguns tipos Leão e alguns Raposa e suas atuações nas organizações, na política e na sociedade. Vou compilar, agora, algumas passagens do capítulo sobre o Herói.
O Herói
Começo com o primeiro parágrafo do capítulo que diz:
Para vencer a alienação da organização maciça é muitas vezes necessário o poder social, isto é, o poder sobre os outros. (...) A transformação constante que reflete a passagem de um grande líder é o resultado de uma visão rara e penetrante.
Para dirigir uma organização à maneira de um herói, é necessário promover uma idéia que, quando executada, provocará uma transformação substancial. Contudo, esta promoção pode levar a marca do príncipe. O líder do tipo heróico pode assumir eventualmente um disfarce maquiavélico, mas veremos que este tipo de líder é bastante diferente do príncipe que ostenta uma auréola de herói.
Thomas Carlyle acreditava que a história era determinada pelas obras dos grandes homens a quem denominava heróis. O termo herói representava especificamente a vasta extensão dos atos do líder e as condições quase invencíveis contra as quais lutava.
Carlyle escreveu que entre a massa indistinta, semelhante a formigas, existem homens esclarecidos e guias, mortais superiores em poder, coragem e compreensão. A história da humanidade é a biografia desses grandes homens.
As massas semelhantes a formigas a que ele se refere não possuem capacidade para determinar a direção e o caráter delas, mas possuem uma qualidade que dá à teoria do herói, um certo grau de praticabilidade. Elas são capazes de “sentir” a diferença entre o herói e o demagogo. O dever do homem comum é descobrir o herói e colocá-lo no leme da organização. Nesse sentido as massas também poderiam ser consideradas heróicas. Esse ato de obediência é denominado culto do herói.
Jennings fala neste capítulo do Herói Cavaleiro, do Intuitivista, do Herói Democrático e apresenta uma síntese da situação do Herói Hoje. Com relação ao Intuitivista assim se refere Jennings:
O líder do tipo heróico possuía uma espécie de consciência mística de uma vida superior que existia além da mera aparência. Possuía uma “visão especial” que era a capacidade de “enxergar” a realidade atual e prever os acontecimentos futuros. Esta intuição é extremamente rara na procura da verdade. (...) O herói procura um sentimento e uma espécie de inteligência analisadora que não é encoberta por fórmulas e que não existe escrita em gráficos e programas. O poder do herói está na sua fantástica visão intuitiva. (JENNINGS, 1970)[2]
Continuarei com a leitura deste livro de Eugene Jennings sobre liderança para proporcionar aos leitures algumas reflexões interessantes e importantes para o desempenho de suas atividades (sociais, negociais, empreendedoriais).
Pão, Paz e Liberdade.
Antes de imprimir pense no Meio Ambiente e nos Custos
Este Blog colabora com o II ENLLIJ (Encontro Nacional de Leitura e Literatura Infanto-Juvenil da UESB), de 01 a 04/05/2008, Jequié - Bahia. Participe. Visite o site: www.celeitura.com.br/enllij
[1] SELZNICK, P. A liderança na administração; uma interpretação sociológica. Rio de Janeiro: FGV, 1971.
[2] JENNINGS, E. Op. Cit. páginas 57 a 64.
sábado, 29 de março de 2008
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