Maturidade Profissional e Pessoal (I)
A abordagem emocionalmente inteligente trata todas as pessoas de forma calorosa e sincera, numa base sólida e estável. David RYBACK (2000)[i]
A questão da maturidade profissional e pessoal pode ser discutida através de, pelo menos, dois interessantes caminhos que vou chamar de: Abordagem Técnica e Experiencial e Abordagem Emocional. A primeira tem um relacionamento estreito com a Inteligência Racional e Cognitiva e a segunda está intimamente relacionada com A Inteligência Emocional.
Estas duas abordagens são muito importantes para o desempenho e os resultados dos negócios bem como contribuem de forma destacada para a permanência de indivíduos em uma organização. De modo bem incisivo, o somatório de várias maturidades resulta na própria maturidade organizacional como veremos ao longo deste ensaio.
O que entendemos por maturidade segundo a visão de Desenvolvimento Sistemas Humanos? Geralmente quando se fala em maturidade algumas pessoas logo imaginam tratar-se de indivíduos adultos com uma idade biológica já respeitável com uma bagagem de experiências de mundo bem definida e que já viveu bastante para ver acontecimentos diversos e com diversas ênfases sociais, econômicas, culturais, etc.
Na verdade, estes itens também podem contribuir para identificarmos as maturidades que fazem parte de nosso repertório de Desenvolvimento de Sistemas Humanos. Porém a idade adulta (biológica) é apenas um item e não é o mais importante, porque conhecemos muitas pessoas fisicamente bem maduras e que não têm quase ou nenhuma maturidade emocional, racional, espiritual, e material.
Quero ressaltar, ainda, que somente habilidades técnicas e experienciais isoladas não contribuem para o desenvolvimento do amadurecimento dos sistemas humanos (DASH) como estamos considerando dentro de nossas metodologias nos produtos SHENG. Quando muito estas habilidades contribuem para o que estou chamando, neste caso, de Maturidade Operacional (a qual é uma das partes que compõem a Maturidade Profissional), a qual envolve a capacidade especialista racional das pessoas. Não se trata também de investir apenas no aperfeiçoamento técnico ou no psicológico, promovendo pequenos cursos de 4 a 8 horas ou mesmo treinamentos para as pessoas imaginando que assim elas irão alcançar a maturidade profissional e pessoal.
Quando me refiro a Inteligência Emocional primeiro dirijo o foco de minhas idéias para o sentido da vida e do bem estar dos Sistemas Humanos e esta é a raiz da Missão SHENG (Sistemas Humanos e Estratégias Negociais e Gerenciais) nossa consultoria para Desenvolvimento de Sistemas Humanos, a qual vai se projetar em todos os seus produtos.
Não consigo visualizar uma pessoa trabalhando sem ter um foco, um sentido e uma direção de vida a menos que ela seja Alter-Dirigida o que a torna um robô ou um escravo da máquina, do trabalho e dos supervisores e chefes. Também não consigo visualizar uma empresa que se forma ou se cria com um propósito maior para resultados e lucratividade sem que tenha nos seus Sistemas Humanos a base principal de sua existência. Alter-Dirigido, Ego-Dirigido e Self-Dirigido são os três estágios principais do Desenvolvimento e Amadurecimento de Sistemas Humanos (DASH) e da própria organização. Geralmente as empresas costumam possuir a um só tempo os três estágios e só diferem em relação à concentração de pessoas em cada um.
Com esta introdução estamos iniciando mais um ensaio que será apresentado em partes nas próximas postagens e espero, assim, contribuir para o desenvolvimento dos sistemas humanos de empresas e organizações com e sem fins lucrativos, públicas e privadas.
Pão, Paz e Liberdade
1 comentários:
grande jovino,
estou ancioso por outros comentários acerca do mesmo assunto abordado.
abraços,
Silvano
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