Maturidade Profissional e Pessoal (II)
A máquina e a tecnologia por si sós não promovem o desenvolvimento e a ascensão de um negócio, de uma organização, de uma comunidade sem que se tenha um corpo funcional e operacional devidamente amadurecido e que possa agregar-lhe valores. As pessoas Alter-Dirigidas quase não agregam valor aos resultados, além daquele trabalho forçado em tarefas fragmentadas, sob a rigidez de um comando. Somente as pessoas Ego-Dirigidas são capazes de agregar algum valor e criatividade ao trabalho e contribuir para que uma organização seja feliz.
Se no seu negócio, na sua empresa, existe um número maior de pessoas Alter-Dirigidas do que Ego-Dirigidas pode acreditar que o ciclo de vida de sua empresa será breve mesmo que ela esteja navegando em um Oceano Azul. A proporção entre estes tipos de pessoas deve ser invertida e com tendência para um número muito elevado de pessoas Ego-Dirigidas. E como conseguir realizar este propósito?
O caminho que dispomos para realizar com êxito este desafio de Desenvolver Sistemas Humanos é complexo, cheio de obstáculos, sobretudo em uma sociedade dominada por reações racionais de grande intensidade e limitada pela fragmentação do conhecimento, sendo muito dessa fragmentação espalhada através de “conceitos” recheados de senso comum vulgar (SCV) que leva a maioria dos seres humanos a agirem de forma racionalmente limitada e emocionalmente imatura, sujeitando-se, muitas vezes, a serem apenas dirigidos pelo outro (Alter-Dirigido).
Contudo, um projeto (ou programa) de amadurecimento de sistemas humanos pode ser criado e implantado com sucesso se parte da aceitação plena do nível estratégico de uma empresa (diretoria executiva superior) realmente estiver envolvida e comprometida com este processo. Acredito que somente com a vontade maior dos principais dirigentes é possível se implantar programas deste tipo.
A superação da complexidade que se diagnostica no ambiente dos Sistemas Humanos pode ser suavizada na medida em que o projeto PASH (Projeto de Amadurecimento de Sistemas Humanos) vai se consolidando. Quando o nível de maturidade alcança o estágio Ego-Dirigido pode-se afirmar que, para as dimensões organizacionais de nossas empresas, já representa um resultado ótimo porque indica que já se percorreu noventa por cento do caminho. Porém não recomendamos encerrar neste nível o projeto. Torna-se necessário alcançar a última e significante etapa qual seja a do indivíduo Self-Dirigido.
Diante do exposto, podemos sintetizar que o caminho em busca da maturidade organizacional passa por três estágios, a saber:
ESTÁGIO I – Representa a etapa de inicio que vai da infância à juventude de um negócio e que costumo chamar de nível Alter-Dirigido dos Sistemas Humanos.
ESTÁGIO II – Representa a etapa na qual se vislumbra uma quase completa maturidade organizacional (pessoal e profissional, com ênfase mais para esta última) e costumo chamar de Etapa Ego-Dirigida dos Sistemas Humanos; geralmente se posiciona na fase que vai da juventude à maturidade estrutural de um negócio. Caso a empresa não consiga evoluir até o último estágio (Estágio III) ela tende, muitas vezes, a partir daqui seguir para a falência ou morte organizacional, sobretudo se houver uma predominância do Estágio I sobre o Estágio II em toda a estrutura funcional administrativa do negócio.
ESTÁGIO III – Este representa o melhor nível de maturidade que uma organização pode alcançar e que procuro denominar de nível Self-Dirigido dos Sistemas Humanos (ou Auto-Dirigido).
Portanto, não vejo mais do que necessário a existência de três estágios para de definir o ciclo de vida de uma organização em termos de dinâmica de maturidade, excluindo, naturalmente, o estágio de extinção quando nem os negócios, nem as pessoas estão sendo mais úteis para as comunidades, para a sociedade e não tem mais sentido administrativo e mercadológico de existir. É importante assinalar esta premissa porque nada é definitivo, nem as pessoas, nem as organizações, nem os conhecimentos, nem as informações, nem as ciências. Tudo está em constante movimento, em constante abalo, em mutação dinâmica o tempo todo, mesmo que se consiga consolidar um estágio de maturidade que pode ser a plenitude do desenvolvimento humano de uma empresa.
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segunda-feira, 12 de maio de 2008
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1 comentários:
Grande Jovino,
Concordo com a explanação e reafirmo a importância da Diretoria Executiva em implantar o sistema do PASH na empresa, que é de vital importância para o desenvolvimento e amadurecimento profissional dos seus colaboradores.
Abraços,
Silvano de Almeida
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