sexta-feira, 26 de setembro de 2008

DESENVOLVIMENTO HUMANO e DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO I

Estava relendo alguns dos artigos que lancei em meu primeiro Blog (UOL, 2007) e pensei reprisar aqueles que mais ênfase apresentasse em relação à economia e sua importância para o desenvolvimento humano. Também pensei em iniciar este tema fazendo alguns breves comentários sobre a conjuntura financeira atual e os eventos que estão ocorrendo no mundo econômico, empresarial e financeiro.

Como a rede está cheia de informações, relatos, posições críticas sobre o descalabro do velho (e defunto) capitalismo, bem como tratando de casos como do Lehman Brothers, vou começar pela recopilação daqueles artigos já publicados tendo em vista que eles poderão ajudar aos estudantes que não tiveram acesso ao antigo Blog. Segue, então, a primeira desta série de releitura de postagens:

O Desenvolvimento econômico como alavanca para o DH
(02/03/2007)

Queria continuar escrevendo sobre o começo das aulas, um assunto atraente e cheio de novidades, mas interrompo para discutir um tema que é intrigante e que de certa forma está relacionado com o Desenvolvimento Humano (DH). Trata-se dos números relacionados com o PIB e a situação (também posição) do Brasil diante de outras nações, inclusive da América Latina.

Uma nota divulgada em O Globo apresenta uma análise baseada em estimativas do resultado que seria alcançado pelo PIB em 2006 como sendo da ordem de 2.7%. Logo depois desta nota o IBGE divulga o resultado medido de acordo com sua metodologia atual como sendo da ordem de 2.9%. Embora com uma diferença pequena entre a estimativa e o real, vale a pena refletir sobre o conteúdo daquela nota do jornal. Em certo momento assim se refere o articulista (ou editorialista) com respeito ao assunto:

“O Brasil deve ter reprisado em 2006 o penúltimo lugar no ranking de crescimento econômico da América Latina, além de ter registrado a última — e distante — posição entre os países do chamado Bric (o grupo dos grandes emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China). O governo divulga o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto das riquezas produzidas no país) amanhã”.

Penso que a situação não é das melhores; mesmo que o país apresente alguns índices razoáveis em certos itens de sua economia estes não direcionam o foco para o desenvolvimento porque é uma espécie de crescimento amebiano (ou seja, crescimento apenas numérico dentro de umas poucas cadeias produtivas mais ligadas ao agronegócio). Para instigar nossa memória e conduzir discussões voltadas para estudos de cenários, sobretudo na disciplina Planejamento Estratégico, vou listar aqui alguns detalhes dos artigos e textos que considerei mais pertinentes para nosso tema:

a) “Considerando a média de crescimento do PIB real no período 2003-2007, se as previsões das Nações Unidas se confirmarem, a economia brasileira crescerá apenas 2,8% ao ano, enquanto a média mundial será de 3,4% ao ano e a média das economias em desenvolvimento de 6,2% a.a. Com isso, a expansão da economia brasileira corresponderá a apenas 85% do crescimento da economia mundial, o pior desempenho dentre um conjunto de países em desenvolvimento selecionados, e em flagrante contraste com o desempenho da Argentina (238%), Venezuela (198%) e Chile (155%)”. (Carta IEDI n.247, Publicada em: 16/02/2007. Baixado em 27/02/2007 de http://www.iedi.org.br/, tendo como base o recém-publicado relatório World Economic Situation and Prospects 2007, elaborado por pesquisadores da Organização das Nações Unidas (ONU) que examina o desempenho recente da economia mundial e apresenta projeções para 2007).

b) Com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,9% em 2006, o Brasil se consolidou na posição de 10ª maior economia mundial e pode voltar a ser a oitava em até dois anos, avalia o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. (O Estado de São Paulo, artigo assinado por Célia Froufe, publicado Quinta-feira, 1 março de 2007). (Para o economista citado o Brasil pode avançar duas posições daqui a dois anos, provavelmente estimado um cenário com crescimento do PIB maior que o atual).

Entre janeiro e fevereiro, foram publicados vários artigos e textos relacionados com a questão do desenvolvimento econômico brasileiro a maioria mostrando ceticismo diante dos índices e comparando séries históricas, o que deixa em alerta a construção de cenários econômicos e sociais para os próximos anos. Pelo que se pode perceber nas pequenas citações selecionadas acima, o país está parado e retrocedendo em muitos itens, o que poderá dificultar os negócios nos próximos 5 anos. Precisamos fazer algumas reflexões sérias. Os sinais de debilidade social, política e econômica do país já estão fazendo vítimas e fica muito difícil fazer-se investimento no desenvolvimento de negócios enquanto não se tomar algumas medidas sérias, sobretudo buscando realizar uma administração estratégica no conjunto da economia nacional. Precisamos continuar esta discussão e vamos tentar inseri-la no ambiente acadêmico para que nossos estudantes possam refletir comigo.

Pão, Paz e Liberdade
Antes de imprimir pense no Meio Ambiente e nos Custos
Educação: a resposta certa ao trabalho infantil (OIT)
Mensagem ICA: “Luta contra a mudança climática através das cooperativas”
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