Parte II: A Corrente do Menor Preço e o Cliente-Sócio como uma Solução para a Crise
Quando falo em menor preço não estou insinuando que o empresário deverá ficar mais pobre para alimentar a população ou assumir o papel do estado no que se refere aos cuidados com a qualidade de vida dos cidadãos. No meu conceito, o menor preço deve implicar em maior retorno do investimento (parece um paradoxo) e em maior aquisição de bens e serviços pela comunidade consumidora. Isto também deverá refletir em uma melhor distribuição de renda e em redução da pobreza porque resulta em um aumento da produção e em um aumento de postos de trabalho.
Se, em conjunto com estas ações, melhoramos a qualidade da educação e da saúde implicará num melhor nível e capacitação dos colaboradores, redução da violência e um retorno para o estado, para empresas e para os cidadãos, efetivo e também para a Natureza; tudo isto sem bla-bla-bla, sem retóricas ideológicas, sem invasões de terras nem de residências, sem perdas para o produto nacional bruto, enfim com ampla humanização e harmonização dos valores, da cultura, e do conhecimento.
Aliado à corrente do menor preço para maior rentabilidade, sugiro também a premissa: Cliente: você é o melhor sócio do meu negócio, dirigida ao cliente/consumidor no sentido de promover a administração de engajamento (através do marketing de engajamento) que atrai a Voz do Cliente para junto da Voz do Processo.
Claro! Se eu compro e com meu dinheiro você, empresário, movimenta o seu negócio é justo que eu também seja considerado sócio do seu negócio. Nessa sociedade (eu cliente, você fornecedor) não recebo dividendo pelos recursos (de capital utilizado) que coloco em sua empresa na forma de lucro por ações, mas você pode me proporcionar ganhos por bonificação na redução dos preços dos produtos vendidos. Daí a primeira premissa sobre a corrente do menor preço.
Não se trata, aqui, da metáfora do desconto à vista, nem de promoção de vendas para queima de estoque. Trata-se de uma figura contábil-financeira que não é fixa e que deverá ser periodicamente revisada de modo a proporcionar ganhos (rendas) para o empresário e bonificações (retorno) para o aplicador, neste caso o cliente que fez a compra do bem ou serviço.
As firmas que oferecerem melhores bonificações pela aquisição total de bens e serviço por um cliente e por uma família de clientes durante ou ao longo de um período: mensal, bimensal, trimensal ou semestral, certamente irão reforçar a fidelidade desse cliente, dessa família, com o que já garante o retorno sobre o capital do investidor porque a empresa está em movimento de negócios. Assim a competitividade (concorrência) deixa de ser baseada nos 4Ps de Marketing e passa a ser administrada pelo engajamento do cliente como sócio da firma. Quem trabalhar melhor os critérios da administração de engajamento certamente auferirá melhores resultados no final do período (mensal, bimensal, trimensal, etc.).
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terça-feira, 21 de abril de 2009
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